A presença da Presidente Dilma na ONU é destaque em toda a imprensa e não só no Brasil.
E isso muito me orgulha, como mulher e como cidadã brasileira. Por isso, mesmo não tendo muito a acrescentar, resolvi tocar nesse assunto hoje.
Pela primeira vez uma mulher vai abrir uma Assembléia Geral da ONU, cumprindo a tradição do do nosso País em abrir esse evento. Para alguns, pode parecer banal, para as mulheres é muito, muito importante.
É importante por vários motivos, mas o principal deles por a Dilma ser quem é - uma mulher que está fazendo aquilo que sempre sonhamos que aconteceria se uma mulher assumisse o posto de mandatária do nosso País - imprimir o olhar feminino sobre as questões que afligem a maioria do nosso povo. Não que os homens não tenham sensibilidade. Hoje, com as mudanças culturais, os homens são muito mais sensíveis, parceiros e envolvidos com questões do cotidiano.
Mas é inegável que o olhar feminino em um mundo ainda masculino, faz a diferença. Faz a diferença a preocupação com as mudanças do Programa Bolsa Família, faz a diferença a preocupação com a distribuição de remédios, a oferta de creches, com os programas de prevenção na área da saúde, e faz a diferença o olhar sobre a economia, quando trata da feminização da pobreza, sobre a política, quando afirma "Eu tenho me esforçado para ampliar a representação feminina”, quando diz que o núcleo central do seu governo é formado por mulheres ministras.
Outras mulheres ocuparam e ocupa esse posto, em outros países, algumas não assumiram sua condição feminina com tanta veemência e transitaram apenas nos parâmetros ditados pela lógica de um mundo político masculinizado.
Tivemos a oportunidade, nos últimos oito anos, de vivenciar uma mudança profunda no Brasil, quando o olhar de um trabalhador norteou as políticas públicas. Agora avançamos nesse processo ao complementar as mudanças com esse olhar feminino.
Temos todos de estar muito orgulhosos do nosso País porque, na verdade, essas mudanças só foram possíveis porque a maioria do povo brasileiro quis mudar uma história de quinhentos anos de exclusão, de discriminação e de exploração.