VIVA SEM MÍDIA II
Hoje, por dever de ofício, li todos os jornais locais e nacionais, já ouvi dois noticiários de rádio e assisti a dois telejornais, e a única conclusão a que cheguei me confirma: é melhor viver sem mídia.
A agenda da mídia é tão negativa que parece que vivi o fim de semana num País e acordei na segunda-feira, em outro. No fim de semana vi praças, praias, parques, restaurantes, estádios, clubes, áreas de lazer de condomínios, abastados e populares, e outros locais públicos ou privados, lotados de gente que conversava, caminhava, nadava, se alimentava, se divertia, enfim, vivia.
Quando terminei meu roteiro de imprensa só vi notícia ruim na economia, na política, na cidades, no caderno regional, até nas colunas sociais. Aí pensei, ou sou esquizofrênica, ou o povo é esquizofrênico ou a mídia é esquizofrênica.
O Brasil cresceu 7,5% em 2010, o nível de emprego bateu novo recorde, quase 30 milhões de pessoas saíram da miséria, os índices de analfabetismo caíram fragorosamente, foram criadas várias universidades públicas e inúmeras escolas profissionalizantes, a taxa de juros baixou, o crédito aumentou, são distribuídos milhares de remédios gratuitamente, aumentou a oferta de leitos hospitalares, a corrupção etá sendo combatida como nunca, a inflação está sob controle, estão em andamento inúmeras obras de infraestrutura, já somos quase autossuficientes em petróleo, enfim são muito os avanços, econômicos, políticos e sociais.
Temos ainda muitos problemas, na área da segurança, no ordenamento das grandes cidades, na atenção básica de saúde,, no combate às drogas, mas inegavelmente, o Brasil mudou e continua mudando para melhor.
Mas quando vejo o noticiário, parece que vivemos o caos. Não há autoestima que sobreviva.
Não precisa ser alienado para ser feliz, mas com essa mídia, não dá.