O nosso propósito é outro - é tentar fazer uma discussão séria e qualificada sobre política de comunicação. Quando tratamos sobre essa ótica, no caso brasileiro, estamos falando da compreensão que temos sobre como deve ser o sistema de comunicação no Brasil.
Em nosso País, a chamada grande mídia, impressa, radiofônica, televisiva e digital tem como principal ordenamento a lógica de mercado porque, em nosso País, diferente de muitos outros, inclusive alguns mais desenvolvidos, a grande mídia é pública, estatal ou mista, com equilíbrio entre o mercado( mídia comercial) e serviço público.
Esse debate sobre a configuração do sistema de exploração é um ponto relevante. Na Inglaterra, por exemplo, a mídia eletrônica é majoritariamente pública, não estatal.
Outro aspecto relevante sobre o assunto, que também merece discussão é sobre a legislação que rege as concessões da mídia eletrônica. Com a tecnologia digital o número de canais aumenta incomensuravelmente. Mas e como vai ser dar o processo? Vai continuar controlado pelos políticos?
E as novas mídias, com seus novos negócios? Também não vamos discutir.
São inúmeros aspectos que a sociedade tem que apropriar para que possamos ter um marco regulatório que faça jus ao desenvolvimento social, político e econômico do Brasil. E não devemos temer esse debate.
Com relação aos colegas jornalistas que se sentiram incomodados de ser convidados só posso dizer que lamento muito e peço desculpas, porque fui eu que fiz o convite. Tenho um grande respeito pela profissão e sei das dificuldades de exercê-la com ética e respeito aos direitos sociais num sistema que se rege pelas leis de mercado e o que isso significa em termos pessoais e profissionais. Mas, não pretendo aqui fazer nenhuma discussão sobre o exercício profissional e seua anacronismos.
Um grande abraço a todos os amigos e amigas do grupo VIVA SEM MÍDIA.
Amanhã é um novo dia e a esperança sempre acaba vencendo o medo.
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