A
DECISÃO DO PSB PODE FORTALECER A UNIDADE INTERNA DO PT
Ante
a desistência de Catanho, todos os pretensos candidatos, numa nova lista já
reduzida a cinco nomes, recolocaram suas candidaturas e consideraram o jogo
zerado. Iniciaram-se então novas rodadas de conversas internas sem que a
Prefeita manifestasse claramente o nome de sua preferência, alimentando
esperanças em todos os postulantes, que afirmavam querer contar com seu apoio.
A prefeita buscou uma saída política que agrupasse todas as correntes do partido em torno do nome de sua preferência. Sua corrente defendia realização de prévias, com a certeza de ganhar. A prefeita temia seqüelas nesse processo. Conseguiu acordar com todos os pré candidatos que a escolha se daria através de encontro de delegados, processo mais restrito e, portanto, menos desgastante.
Com isso ganhava tempo para convencer todos a aceitar o nome de sua preferência. O encontro foi adiado ao limite. A estratégia teve 99% de sucesso. Somente o deputado federal Artur Bruno resistiu e teve parcos votos no encontro municipal.
Todo esse processo, que se arrastou por meses, acabou por prejudicar a discussão com os aliados preferenciais – PSB, PMDB e PCdoB.
Sem unidade interna como sentar para dialogar com os atores institucionais externos que pressionavam para intervir na escolha do nome? Como na política não há vácuo, abriu-se espaço para todo tipo de articulação e reação. Muitas tensões e contradições acumuladas ao longo dos anos da gestão municipal vieram à tona. Uns apostando na ruptura com o governador, outros apostando em supostos baixos índices de popularidade da prefeita e outros ainda prevendo um guerra interna no PT.
Agora, o jogo está claro e salvo uma mudança radical na posição do PSB, a aliança está encerrada mesmo – para o PT, é Elmano ou Elmano.
As razões apresentadas pelo PSB para romper a aliança não parecem se apresentar, aos olhos de militantes e simpatizantes do PT como razoáveis. Algumas lideranças do PSB simplesmente vetam o nome de Elmano de Freitas, desconsiderando o processo interno do PT e outras desqualificam o projeto em curso, que bem ou mal, não é só da Prefeita, mas do PT e de ex-aliados que inclusive ainda integram a gestão. Essas críticas se mostram passionais, refletindo apenas o clima pré-eleitoral.
A prefeita buscou uma saída política que agrupasse todas as correntes do partido em torno do nome de sua preferência. Sua corrente defendia realização de prévias, com a certeza de ganhar. A prefeita temia seqüelas nesse processo. Conseguiu acordar com todos os pré candidatos que a escolha se daria através de encontro de delegados, processo mais restrito e, portanto, menos desgastante.
Com isso ganhava tempo para convencer todos a aceitar o nome de sua preferência. O encontro foi adiado ao limite. A estratégia teve 99% de sucesso. Somente o deputado federal Artur Bruno resistiu e teve parcos votos no encontro municipal.
Todo esse processo, que se arrastou por meses, acabou por prejudicar a discussão com os aliados preferenciais – PSB, PMDB e PCdoB.
Sem unidade interna como sentar para dialogar com os atores institucionais externos que pressionavam para intervir na escolha do nome? Como na política não há vácuo, abriu-se espaço para todo tipo de articulação e reação. Muitas tensões e contradições acumuladas ao longo dos anos da gestão municipal vieram à tona. Uns apostando na ruptura com o governador, outros apostando em supostos baixos índices de popularidade da prefeita e outros ainda prevendo um guerra interna no PT.
Agora, o jogo está claro e salvo uma mudança radical na posição do PSB, a aliança está encerrada mesmo – para o PT, é Elmano ou Elmano.
As razões apresentadas pelo PSB para romper a aliança não parecem se apresentar, aos olhos de militantes e simpatizantes do PT como razoáveis. Algumas lideranças do PSB simplesmente vetam o nome de Elmano de Freitas, desconsiderando o processo interno do PT e outras desqualificam o projeto em curso, que bem ou mal, não é só da Prefeita, mas do PT e de ex-aliados que inclusive ainda integram a gestão. Essas críticas se mostram passionais, refletindo apenas o clima pré-eleitoral.
O
fato é que a conjuntura política, nesse momento, ainda está sob o impacto do
rompimento.
Os
próximos passos estão direcionados para a construção de novas alianças. Quem
vai seguir com o PT, quem vai seguir com Cid? O governador afirma que vai
dialogar com os catorze partidos de sua base aliada, quase todos também da base
aliada da prefeita. Elmano contava com o apoio de seis partidos. O que vai
acontecer, não é ainda possível determinar. A política é uma atividade de
risco, pode-se perder ou ganhar qualquer que seja o lado escolhido. E às vezes,
quando pensamos ter ganhado, descobrimos ter sido uma vitória de Pirro.
Só
há, até agora, uma tendência em que arriscaríamos apostar, no jogo da sucessão:
a decisão do PSB tende a consolidar a unidade interna e a mobilizar a
militância do PT que ainda não havia se empolgado com a candidatura de Elmano.
Isso me lembra a eleição da Dilma, também chamada à época, de “poste” e os que não
conhecem como funciona o imaginário petista, diziam que não mobilizaria a
militância. A história mostrou outra coisa.
Se isso é suficiente para ganhar a eleição, não
há como prever. Cada eleição guarda suas características particulares. Mas a
militância deve ir às ruas mobilizada pelo sentimento petista.
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