terça-feira, 8 de julho de 2014

Tá doendo.
Tá doendo muito.
Não tá doendo só por perder.
Tá doendo pela forma e conteúdo.
Não dava pra perder de sete. Não dava prá ficar sem Neymar. Sem a alegria ainda infantil refletida nos dribles, na jinga, no futebol alegria ds nossos campinhos de várzea, de praças, de quadras comunitárias da pátria do futebol.
Tá doendo ver David Luis chorando, pedindo desculpas pra nós, torcedores, os duzentos milhões de décimos segundos jogadores da nossa canarinha.
Tá doendo ver a crônica esportiva criticar nossos guerreiros do campo verde de batalha de uma pátria de paz.
Tá doendo ver alguns poucos brasileiros queimar nossa bandeira tão querida, tão louvada, abraçada e nos abraçando nesses dias de alguma glória, muito sofrimento e angústia a cada jogo, jogado com o coração, muito mais que com as chuteiras.
Tá doendo no coração de cada brasileiro, brasileira, brasileirinhos e brasileirinhas que sonharam nesses últimos dias com mais uma estrela brilhando em cima do coração na nossa camisa verde e amarela.
Tá doendo, doendo muito.
Doendo que dói.
Uma dor sem explicação, sem lógica, sem compreensão.
Tá doendo uma dor que só o tempo talvez possa aplacar. Um tempo que não sei quando.
Talvez só um lapso de memória, outra geração, assim como foi em 1950, tempo que não vivi. Dor que só conheço pelos escritos da história.
Tá doendo e sinto que algum alívio vem apenas ao compartilhar essa dor com cada um a cada uma, dos irmanados nessa dor.
Tá doendo no nosso Brasil de norte a sul, de leste a oeste.

Tá doendo. Doendo muito. Doendo que dói.

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